Não vejo.
Não sinto, quanto mais exprimir o que sinto.
Fechei as janelas do casulo e aperto as asas, com medo que ao soltá-las elas se rasguem com o vento.
Tentei agarrar as paredes de terra vermelha nos momentos de fúria, mas perco a força quando começo a ver a luz.
Que raio de borboleta és tu que tem medo de bater as asas e voar para fora do teu casulo?
Lúcia Rocha
*sem asas
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