Sunday, November 11, 2007

Presa do vento

Tento soltar-me, mas o vento empurra-me em sentido contrário, pedindo auxílio às folhas (que me agridam!).
Continuo a caminhar.
Enfrento as rajadas que decidiram dicipar-se de há uns dias para cá, sem pré-anúncio.
Tudo acontece tão de repente, mas continuo presa do vento.
(Parece que ela persiste em fugir de mim)

Lúcia Rocha

Wednesday, November 7, 2007

Em conversa

Não existem generalidades
A cor das folhas não se pode comparar ao que se move cá dentro
Não é certo como a flor morrer
Não é certo como a previsão da metereologia

E não se pode negar ou afirmar, porque não se conhece

Lúcia Rocha
*ninguém sabe a cor do sentimento

Saturday, November 3, 2007

Carta de amor

Permaneço no meu canto, com mais vontade, é certo, mas nunca seria para me afastar de quem amo tanto.
Seria incapaz de o fazer fosse porque fosse.
Ainda há dois dias dizia que queria ter-vos comigo e não consegui.
Não é porque não quero.
Tudo persiste aqui dentro.
Amo-vos.

Lúcia Rocha
* para vocês

Thursday, November 1, 2007

Efémero

As folhas quando caem nunca mais voltam
Os dias que passam farão sempre parte do passado
As lágrimas que se desperdiçam nunca mais serão recuperadas
Os olhares interrompidos nunca se repetirão (da mesma forma)
Porque o que foi ontem nunca mais será
O que é hoje, amanhã não será
O que é amanhã, depois desaparecerá

Lúcia Rocha
*da cor do efémero