Sunday, September 30, 2007

Aquele chegar perto que não chega
Aquele olhar que pede mais do que um simples toque
Mas para quê esperar se o desejo é tão forte!
Para quê pôr de lado a sinceridade de um momento.
Mais tarde...

*porque há coisas inevitáveis.

Monday, September 24, 2007

Fada madrinha

Quando os sonhos acabam, nem assim descem ao chão.
Continuam a sobrevoar as cabeças desvairadas à espera que as olhem debaixo a pedir que a varinha de condão lhes toque.
Mas há coisas que nem nas varinhas de condão estão, mas sim nas nossas mãos.
De fadas e varinhas estão os nossos sonhos cheios.
Nem tudo está ao encargo delas.

Lúcia Rocha
*da cor dos sonhos

Sunday, September 23, 2007

O meu piano

Se fosse um piano, faria tocar o som das minhas palavras ao teu ouvido, para que pudesses ouvir os sons que ouço, as batidas que sinto, as músicas que não posso tocar.
Mas como sou uma planta, limito-me a crescer à luz do sol que ilumina a brancura dos teus dedos sobre as minhas folhas.
Cresço, apenas.

Lúcia Rocha
*da cor das notas que quero poder tocar

Saturday, September 15, 2007

Dias felizes


Hoje foi um dia feliz, porque sorri, porque gritei, porque dei uma gargalhada, porque recebi tanta coisa que é impossivel não sentir felicidade!
O meu chão são as nuvens que cobrem o céu em dias de sol e não quero que elas se abram, porque não quero cair deste lugar tão feliz em que me encontro agora.
Sinto-me feliz e não preciso de dizer mais metáforas, porque a verdade está estampada, quer no meu rosto, quer na minha falta de sono, quer nestas frases tão infantis..

Lúcia Rocha
_um dia feliz é de todas as cores!

Saturday, September 8, 2007

Junto a ti

Nas tuas rochas escreveria o meu caminho, se não soubesse que roubarias as palavras ao longo do Inverno.
Faria delas o meu diário e as minhas amigas, contaria-lhes tudo, porque sei que não desvendariam os segredos que lhes pedisse, ora seriam guardados para sempre, ora seriam engolidos pelas ondas.

Lúcia Rocha

Enfim sós


Hoje vou visitar-te.
Peço para que a tua fiel amada não inveje a forma como te olho, mas necessito de te ver só pra mim.
Há muito tempo que não o faço, por isso, areia, fiel amiga do meu mar, não te acanhes à presença da minha vontade de o ter só pra mim, porque ele sempre te será fiel.
A mim talvez não, a mim pode trair, porque sei lá eu se me traz, em ondas seguras, o marinheiro que navega no barco que sempre foi meu...

Até já.


Lúcia Rocha

Saturday, September 1, 2007

Impossibilidades

"Impossibilidades não façais
Que quem quis sempre pôde"
Luis de Camões

Assim o disse ele, com toda a certeza e segurança ao declamar os seus mais belos poemas.
Seria ainda mais feliz se acreditasse inteiramente nas suas palavras.
Poderei eu? Não. As impossibilidades não são para ninguém.