Um abraço terno, três palavras meigas que se ouvem de uma voz amiga é o quanto basta para tornar um dia especial.
'Tive saudades tuas', que três palavras! Não importa o remetente nem o destinatário, apenas é necessário perceber o significado brutal que estes códigos da linguagem possuem. Há que saber usar as palavras, usufruir da sua força, da sua beleza, para que a comunicação "entre nós" se torne mais clara, mais fluente, mais sensata.
Isto contraria um pouco o que escrevi no último post, contudo, transmite exactamente o meu ponto de vista do saber utilizar a palavra, pois se não for esse o caso, então mais vale nem nos pronunciarmos.
Se nos concederam o dom de a usar, não podemos dar-nos ao luxo de a banalizar.
as palavras também têm cores*
Lúcia Rocha
Wednesday, September 24, 2008
Sunday, September 21, 2008
Silêncio
Não me faltam as palavras, mas sim a permissão para as ditar.
Amarradas às minhas cordas, eu própria as impeço de berrarem, para que não firam o mundo que gira à minha volta, para que não alterem a sua natureza.
Confesso que, por vezes, deixo-as fugir, mas num tom tão baixinho, um tom medroso, aflito.
Enfim, para quê escrever?
Prefiro calar as palavras.
Amarradas às minhas cordas, eu própria as impeço de berrarem, para que não firam o mundo que gira à minha volta, para que não alterem a sua natureza.
Confesso que, por vezes, deixo-as fugir, mas num tom tão baixinho, um tom medroso, aflito.
Enfim, para quê escrever?
Prefiro calar as palavras.
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