Aprender a ouvir o silêncio
O silêncio tem música
O silêncio responde à nossa quietude
Por palavras mudas revelo-me
Ao som do teclar do piano, solto as emoções
Sem ter de esboçar qualquer som, para além daquele que ele emite
Ainda o consigo ouvir, mesmo rodeada de tantos bocejos, sussurros, berros!
Ele continua a tocar...o seu som aparece isolado de todo o barulho que me envolve...que paz, que melancolia...
Lúcia Rocha
*escrito ao teu som, imaginado
Friday, December 7, 2007
Sunday, November 11, 2007
Presa do vento
Tento soltar-me, mas o vento empurra-me em sentido contrário, pedindo auxílio às folhas (que me agridam!).
Continuo a caminhar.
Enfrento as rajadas que decidiram dicipar-se de há uns dias para cá, sem pré-anúncio.
Tudo acontece tão de repente, mas continuo presa do vento.
(Parece que ela persiste em fugir de mim)
Lúcia Rocha
Continuo a caminhar.
Enfrento as rajadas que decidiram dicipar-se de há uns dias para cá, sem pré-anúncio.
Tudo acontece tão de repente, mas continuo presa do vento.
(Parece que ela persiste em fugir de mim)
Lúcia Rocha
Wednesday, November 7, 2007
Em conversa
Não existem generalidades
A cor das folhas não se pode comparar ao que se move cá dentro
Não é certo como a flor morrer
E não se pode negar ou afirmar, porque não se conhece
Lúcia Rocha
*ninguém sabe a cor do sentimento
A cor das folhas não se pode comparar ao que se move cá dentro
Não é certo como a flor morrer
Não é certo como a previsão da metereologia
E não se pode negar ou afirmar, porque não se conhece
Lúcia Rocha
*ninguém sabe a cor do sentimento
Saturday, November 3, 2007
Carta de amor
Permaneço no meu canto, com mais vontade, é certo, mas nunca seria para me afastar de quem amo tanto.
Seria incapaz de o fazer fosse porque fosse.
Ainda há dois dias dizia que queria ter-vos comigo e não consegui.
Não é porque não quero.
Tudo persiste aqui dentro.
Amo-vos.
Lúcia Rocha
* para vocês
Seria incapaz de o fazer fosse porque fosse.
Ainda há dois dias dizia que queria ter-vos comigo e não consegui.
Não é porque não quero.
Tudo persiste aqui dentro.
Amo-vos.
Lúcia Rocha
* para vocês
Thursday, November 1, 2007
Efémero
As folhas quando caem nunca mais voltam
Os dias que passam farão sempre parte do passado
As lágrimas que se desperdiçam nunca mais serão recuperadas
Os olhares interrompidos nunca se repetirão (da mesma forma)
Porque o que foi ontem nunca mais será
O que é hoje, amanhã não será
O que é amanhã, depois desaparecerá
Lúcia Rocha
*da cor do efémero
Os dias que passam farão sempre parte do passado
As lágrimas que se desperdiçam nunca mais serão recuperadas
Os olhares interrompidos nunca se repetirão (da mesma forma)
Porque o que foi ontem nunca mais será
O que é hoje, amanhã não será
O que é amanhã, depois desaparecerá
Lúcia Rocha
*da cor do efémero
Sunday, October 28, 2007
Saturday, October 13, 2007
Roda Gigante
Porque o mundo continua a girar e não pára só porque alguém precisa que ele páre.
Porque a roda gigante continua a brilhar mesmo sabendo que às vezes precisamos de escuridão.
Porque tudo continuará igual até que algum sussurro, alguma nota diferente soe nas pautas.
Porque não se pode mudar o mundo, mesmo sendo ele nosso.
Lúcia Rocha
*da cor da roda gigante apagada
Porque a roda gigante continua a brilhar mesmo sabendo que às vezes precisamos de escuridão.
Porque tudo continuará igual até que algum sussurro, alguma nota diferente soe nas pautas.
Porque não se pode mudar o mundo, mesmo sendo ele nosso.
Lúcia Rocha
*da cor da roda gigante apagada
Wednesday, October 10, 2007
As tuas mãos
No deslizar dos teus dedos, embalo os sonhos que sempre sonhei ter acordada.
Cada toque teu, cada nota que soa das tuas teclas, nem sei o que é ao certo, mas é intenso.
E que essas mãos toquem as minhas, na verdade, é o sonho de pequenina, aquela criança que deseja a protecção das mãos que absorvam as dela e as mantenham bem quentinhas, umas juntas às outras.
Lúcia Rocha
*da cor do desejos outras.
Cada toque teu, cada nota que soa das tuas teclas, nem sei o que é ao certo, mas é intenso.
E que essas mãos toquem as minhas, na verdade, é o sonho de pequenina, aquela criança que deseja a protecção das mãos que absorvam as dela e as mantenham bem quentinhas, umas juntas às outras.
Lúcia Rocha
*da cor do desejos outras.
Sunday, September 30, 2007
Monday, September 24, 2007
Fada madrinha
Quando os sonhos acabam, nem assim descem ao chão.
Continuam a sobrevoar as cabeças desvairadas à espera que as olhem debaixo a pedir que a varinha de condão lhes toque.
Mas há coisas que nem nas varinhas de condão estão, mas sim nas nossas mãos.
De fadas e varinhas estão os nossos sonhos cheios.
Nem tudo está ao encargo delas.
Lúcia Rocha
*da cor dos sonhos
Continuam a sobrevoar as cabeças desvairadas à espera que as olhem debaixo a pedir que a varinha de condão lhes toque.
Mas há coisas que nem nas varinhas de condão estão, mas sim nas nossas mãos.
De fadas e varinhas estão os nossos sonhos cheios.
Nem tudo está ao encargo delas.
Lúcia Rocha
*da cor dos sonhos
Sunday, September 23, 2007
O meu piano
Se fosse um piano, faria tocar o som das minhas palavras ao teu ouvido, para que pudesses ouvir os sons que ouço, as batidas que sinto, as músicas que não posso tocar.
Mas como sou uma planta, limito-me a crescer à luz do sol que ilumina a brancura dos teus dedos sobre as minhas folhas.
Cresço, apenas.
Lúcia Rocha
*da cor das notas que quero poder tocar
Mas como sou uma planta, limito-me a crescer à luz do sol que ilumina a brancura dos teus dedos sobre as minhas folhas.
Cresço, apenas.
Lúcia Rocha
*da cor das notas que quero poder tocar
Saturday, September 15, 2007
Dias felizes
Hoje foi um dia feliz, porque sorri, porque gritei, porque dei uma gargalhada, porque recebi tanta coisa que é impossivel não sentir felicidade!
O meu chão são as nuvens que cobrem o céu em dias de sol e não quero que elas se abram, porque não quero cair deste lugar tão feliz em que me encontro agora.
Sinto-me feliz e não preciso de dizer mais metáforas, porque a verdade está estampada, quer no meu rosto, quer na minha falta de sono, quer nestas frases tão infantis..
Lúcia Rocha
_um dia feliz é de todas as cores!
O meu chão são as nuvens que cobrem o céu em dias de sol e não quero que elas se abram, porque não quero cair deste lugar tão feliz em que me encontro agora.
Sinto-me feliz e não preciso de dizer mais metáforas, porque a verdade está estampada, quer no meu rosto, quer na minha falta de sono, quer nestas frases tão infantis..
Lúcia Rocha
_um dia feliz é de todas as cores!
Saturday, September 8, 2007
Junto a ti
Nas tuas rochas escreveria o meu caminho, se não soubesse que roubarias as palavras ao longo do Inverno.
Faria delas o meu diário e as minhas amigas, contaria-lhes tudo, porque sei que não desvendariam os segredos que lhes pedisse, ora seriam guardados para sempre, ora seriam engolidos pelas ondas.
Lúcia Rocha
Faria delas o meu diário e as minhas amigas, contaria-lhes tudo, porque sei que não desvendariam os segredos que lhes pedisse, ora seriam guardados para sempre, ora seriam engolidos pelas ondas.
Lúcia Rocha
Enfim sós
Hoje vou visitar-te.
Peço para que a tua fiel amada não inveje a forma como te olho, mas necessito de te ver só pra mim.
Há muito tempo que não o faço, por isso, areia, fiel amiga do meu mar, não te acanhes à presença da minha vontade de o ter só pra mim, porque ele sempre te será fiel.
A mim talvez não, a mim pode trair, porque sei lá eu se me traz, em ondas seguras, o marinheiro que navega no barco que sempre foi meu...
Até já.
Lúcia Rocha
Saturday, September 1, 2007
Impossibilidades
"Impossibilidades não façais
Que quem quis sempre pôde"
Luis de Camões
Assim o disse ele, com toda a certeza e segurança ao declamar os seus mais belos poemas.
Seria ainda mais feliz se acreditasse inteiramente nas suas palavras.
Poderei eu? Não. As impossibilidades não são para ninguém.
Que quem quis sempre pôde"
Luis de Camões
Assim o disse ele, com toda a certeza e segurança ao declamar os seus mais belos poemas.
Seria ainda mais feliz se acreditasse inteiramente nas suas palavras.
Poderei eu? Não. As impossibilidades não são para ninguém.
Wednesday, August 22, 2007
A tua enormidade
És tão grande e vermelho...assim te desenham as crianças e mesmo os adultos, para dizer a verdade... Inteiro quando arde, quebrado quando lhe tiram as asas...
És tão grande, até maior que a razão, como se ambos se medissem aos palmos..
És tão grande e cabes dentro da minha mão, quando quero apertar-te até libertares toda a nebolusidade que vai aí dentro!
Mas és grande... e ninguém pode contrariar isso.
Lúcia Rocha
*da cor das nuvens
És tão grande, até maior que a razão, como se ambos se medissem aos palmos..
És tão grande e cabes dentro da minha mão, quando quero apertar-te até libertares toda a nebolusidade que vai aí dentro!
Mas és grande... e ninguém pode contrariar isso.
Lúcia Rocha
*da cor das nuvens
Saturday, August 11, 2007
Ansiosa por te ver...
Tuesday, August 7, 2007
Só quero ser feliz
Monday, August 6, 2007
"Sonhos de Areia
Assim te vi, deitada...
ao som do mar adormecida.
Por andavas naquele momento
só tu o saberás, ou talvez nao!
Estarias a sonhar?
Ou apenas a divagar no teu mundo de fantasia?
Fosse lá o que fosse, ali estavas tu
á minha frente, adormecida!
Da vida fazes um sonho
e dos sonhos a tua vida
Tantos devem eles ser
tantos quanto os graos de areia
tantos quanto as ondas do mar.
Mas uma coisa eu te peço,
nunca, mas nunca deixes de sonhar...... "
Ricardo, 6 de Agosto 2007
Fonte de inspiração: a tua foto
ao som do mar adormecida.
Por andavas naquele momento
só tu o saberás, ou talvez nao!
Estarias a sonhar?
Ou apenas a divagar no teu mundo de fantasia?
Fosse lá o que fosse, ali estavas tu
á minha frente, adormecida!
Da vida fazes um sonho
e dos sonhos a tua vida
Tantos devem eles ser
tantos quanto os graos de areia
tantos quanto as ondas do mar.
Mas uma coisa eu te peço,
nunca, mas nunca deixes de sonhar...... "
Ricardo, 6 de Agosto 2007
Fonte de inspiração: a tua foto
*bigada amigo. se depender de mim sonharei para sempre =)
Sunday, August 5, 2007
Tudo corre "sobre pés"
Friday, August 3, 2007
Em frente a ti.
Como eu gostava de voltar a ser pequenina, do tamanho de um insecto até, se fosse possível, para percorrer os jardins dos contos de fadas e o coração dos princípes. Mas, como sou grande, sei que não posso, nunca mais, acreditar. Sonhar, possivelmente, mas só, porque nos meus sonhos, afinal de contas, só eu é que sou real, tudo o resto é miragem.
Agora, ao murmúrio dos teus sons pequeninos, construo sílaba por sílaba, à espera que me digas o que mais escrever. Nem que seja daqui a um bom par de anos... eu espero para te ouvir.
02/08/2007_na praia_Porto
Lúcia Rocha
*da cor das palavras que dirás
Wednesday, August 1, 2007
Roda gigante
Tuesday, July 31, 2007
Consegui vir à janela...
Fui sentada à beira daquela pequenina janela redonda. Sozinha.
Não tenho fotos. Tenho sensações guardadas para sempre.
Vi as nuvens e vi o sol e vi as casinhas pequeninas.
Foi a caminho de Paris.
Inexplicável.
Já estou em casa outra vez, porque o tempo voa e não tem asas, o que seria se as tivesse...
Fim.
Lúcia Rocha
*Azul da cor do céu
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