Como eu gostava de voltar a ser pequenina, do tamanho de um insecto até, se fosse possível, para percorrer os jardins dos contos de fadas e o coração dos princípes. Mas, como sou grande, sei que não posso, nunca mais, acreditar. Sonhar, possivelmente, mas só, porque nos meus sonhos, afinal de contas, só eu é que sou real, tudo o resto é miragem.
Agora, ao murmúrio dos teus sons pequeninos, construo sílaba por sílaba, à espera que me digas o que mais escrever. Nem que seja daqui a um bom par de anos... eu espero para te ouvir.
02/08/2007_na praia_Porto
Lúcia Rocha
*da cor das palavras que dirás
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