Não me faltam as palavras, mas sim a permissão para as ditar.
Amarradas às minhas cordas, eu própria as impeço de berrarem, para que não firam o mundo que gira à minha volta, para que não alterem a sua natureza.
Confesso que, por vezes, deixo-as fugir, mas num tom tão baixinho, um tom medroso, aflito.
Enfim, para quê escrever?
Prefiro calar as palavras.
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